Operação da Polícia Federal contra fraudes bancárias digitais com PIX

pretende trazer devolução de recursos furtados e responsabilização civil e penal

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A Polícia Federal deflagrou a segunda fase de uma grande operação contra um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias digitais, investigado por invasão de dispositivos informáticos, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro relacionados a desvios de mais de R$ 813 milhões, principalmente via transferências fraudulentas pelo sistema PIX. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão em diversas cidades brasileiras, além de cooperação internacional com INTERPOL e autoridades de Espanha, Argentina e Portugal.

 

A operação — parte de investigação maior intitulada Operação Magna Fraus — envolveu ordens judiciais para prisão (preventiva e temporária) e bloqueio de contas, bens e valores de suspeitos de integrar a organização criminosa. A investigação está ativa, com indicação de cooperação policial internacional dada a participação de envolvidos no exterior.

 

As condutas sob apuração podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013), invasão de dispositivo informático (art. 154-A do Código Penal), furto mediante fraude eletrônica (art. 155, § 4º do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98).

 

⚠️ Repercussão prática

A operação sinaliza riscos elevados para usuários de serviços bancários digitais; desvios de grandes quantias via PIX podem afetar contas pessoais e empresariais sem recuperação automática dos valores. O bloqueio de ativos e a cooperação internacional indicam que a investigação pretende trazer devolução de recursos furtados e responsabilização civil e penal dos envolvidos.

 

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